As palavras como
objetos físicos.


"O ponto de partida é sempre um poema. Palavras são
cápsulas mágicas que 
encadeiam dão sentidos muito
profundos a sentimentos e comportamentos que nem
sempre são facilmente catalogáveis. Ao transportar o
texto escrito para o mundo real, essa capacidade de
comunicação se amplia, imergindo o espectador em poesia,
que ganha corpo e presença. Minha missão é levar as
pessoas a esses lugares íntimos de
auto-imersão e contemplação empática."

 

Poema - objeto

A palavra como objeto físico.

"O ponto de partida é sempre um poema. As palavras são cápsulas mágicas que encadeadas dão sentimentos muito profundos aos sentimentos e comportamentos que nem sempre são facilmente catalogáveis. Ao transportar o texto escrito para o mundo real, esta capacidade de comunicação se amplia, imergindo o espectador para poesia, que ganha corpo e presença. Minha busca é levar as pessoas a esses lugares íntimos de auto imersão e contemplação empática ".

 

série_
estudos pictóricos de linguagem e significado, 2017

 

série_
manuscritos


Outros objetos-poemas
 

Estudos pictóricos de linguagem e significado
(Pictorial studies of language and meaning)
Série, 2017

Apresentada em Julho/2017
UAL - University Of the Arts
Central Saint Martins
Londres, Reino Unido

A série tem como objetivo abordar a linguagem como código visual, desmembrando ícones individuals para re-arranjá-los em uma perspectiva distinta. Ao assumir que alfabetos e partituras musicais são um sistema simbólico é possível não apenas dar nova forma ao aspecto visual, em relação à corpo e materiais como também convidar o espectador a reavaliar a sua interpretação e significado


1 - Silêncio Acrílico,
madeira e alumínio
40cm x 40cm

 

 

Estudos pictóricos de linguagem e significado 
(Pictorial studies of language and meaning) 
Série, 2017

Apresentada em Julho/2017
UAL - University Of the Arts
Central Saint Martins
Londres, Reino Unido


2 - Composição 2
Ardósia, carvão e alumínio
30cm

 

Estudos pictóricos de linguagem e significado 
(Pictorial studies of language and meaning) 
Série, 2017

 

Apresentada em Julho/2017
UAL - University Of the Arts
Central Saint Martins
Londres, Reino Unido

A série tem como objetivo abordar a linguagem como código visual, desmembrando ícones individuals para re-arranjá-los em uma perspectiva distinta. Ao assumir que alfabetos e partituras musicais são um sistema simbólico é possível não apenas dar nova forma ao aspecto visual, em relação à corpo e materiais como também convidar o espectador a reavaliar a sua interpretação e significado.
 



3 - Pause and repeat (or pattern of life)
Acrílico em papel, vidro e madeira
40cm x 30cm

 

Estudos pictóricos de linguagem e significado 
(Pictorial studies of language and meaning) 
Série, 2017

 

Apresentada em Julho/2017
UAL - University Of the Arts
Central Saint Martins
Londres, Reino Unido

A série tem como objetivo abordar a linguagem como código visual, desmembrando ícones individuals para re-arranjá-los em uma perspectiva distinta. Ao assumir que alfabetos e partituras musicais são um sistema simbólico é possível não apenas dar nova forma ao aspecto visual, em relação à corpo e materiais como também convidar o espectador a reavaliar a sua interpretação e significado.

 


4 - Composição 4
Metal e carvão sobre madeira
30cm x 15cm

Estudos pictóricos de linguagem e significado 
(Pictorial studies of language and meaning) 
Série, 2017

 

Apresentada em Julho/2017
UAL - University Of the Arts
Central Saint Martins
Londres, Reino Unido

 

A série tem como objetivo abordar a linguagem como código visual, desmembrando ícones individuals para re-arranjá-los em uma perspectiva distinta. Ao assumir que alfabetos e partituras musicais são um sistema simbólico é possível não apenas dar nova forma ao aspecto visual, em relação à corpo e materiais como também convidar o espectador a reavaliar a sua interpretação e significado.
 


5 - Composição 5,
2018 Metal e carvão
sobre madeira
50cm x 22cm

             

 

 

 


série_
manuscritos
 

 

 

Outros poemas-objetos
 

Indio, 2016 

manuscrito sobre objeto
 

Seu corpo de urucum deitado na pedra
fictícia
onde o sol sopra um amarelo morno
brisa de liberdade e ócio
Suas costas esculpidas em peroba
Arcos da lombar
Flechas quando te zangas
E quando tudo sabes
curandeiro
Reconhecedor dos ventos
Antecipador das chuvas
o cheiro delas
no ar e na terra
Te ofereço meus seios
E imagino que tinges sobre eles
Padrões que eu desconheço
Dedos que percorrem curvas
Cores que se misturam às minhas
E eu, em liberdade
antropologicamente
sua

Your red-skinned body lying on a fictional
stone
where the sun blows a warm yellow
a breeze of freedom and leisure
Your back carved in peroba
Lumbar arches
Arrows when you ´re enraged
And when wisdom overflows
Healer
Acknowledging the winds
Anticipating raindrops
their smell
on air and on earth
I offer you my breasts
And I imagine you tinge on them
Patterns I do not know
Hands that follow curves
Hues that blend with mine
And I, free
anthropologically
yours

 

 

 

 


 

 

Série_Manuscritos
Gota, 2016 
Manuscrito em parede
100cm x 90cm

 

Leio a tua letra
E a gravidade desse papel amarelado
Evoca o sal
que brota da vista
e pinga


 


 


 

escrita sobre metal


pedras alinhadas em circulo
que vão de uma escápula à outra
monólito vivo
ser seu próprio santuário





 

 


 

Outros poemas-objetos 

Salve, Salve, 2016 

Composição em acrílico,
30cm x 30cm

Salve, Salve é uma re-leitura da bandeira brasileira, cujas formas alteradas e cores
corrompidas se traduzem no colapso institucional do país. Em vez do lema "ordem
e progresso" encontrado na bandeira original, o novo texto dá lugar ao "salve salve",
que oferece um duplo significado. Aqui, em vez do papel da exaltação, o lema não
passa de um pedido de ajuda.




 

Salve, Salve
 

Devolvam a minha terra.
A terra onde eu cresci com meus sonhos, onde me
tornei criança e depois adulta.
O chão onde cavei buracos por graça, ora para
esconder um tesouro, ora para ver a onda do mar
encher d'água.
Aqui aprendi a língua, aqui aprendi os gostos.
Devolvam a minha terra.
Minha casa onde eu me sentia em casa.
Como um pai imperfeito que ainda nos enche de
orgulho, eu recebia quem vinha de fora com uma dose
de cachaça e doçura.
Experimenta da minha terra, eu dizia.
Experimenta da minha terra e vê como eu sou sortuda e
mais feliz e mais exótica e mais especial do que o resto.
Porque de tanto canto no mundo essa é a minha ilha
mística. Um continente onde tudo é um pouco pior mas
um tanto melhor porque a gente faz ser.
Devolvam a minha terra.
Essas não são as cores da minha bandeira.
Esses não são os meus líderes e esse não é o meu
futuro.
E esses - ah, esses estão muito longe de serem meus
valores.
Devolvam a minha terra.
Essa ai não é a minha identidade.
E esses aí não fazem parte do nosso povo.
Ladrões das nossas terras!
Que nos levaram o respeito,
o que é de direito,
e a tolerância.
Já se foi quase tudo.
Só não tomem de nós
o que sobrou de esperança.
Devolvam a minha terra.

Give me back my land.
The land where I grew up with my dreams,
where I became a child and then an adult.
The floor where I dug holes for fun, sometimes
to hide a treasure, others to see the wave fill it
with sea water. Here I learned the language,
here I learned the tastes. Give me back my
land.
My house where I felt at home.
Like an imperfect father who still fills us with
pride, I would welcome those who came from
outside with a dose of cachaça and
sweetness.
Taste my land, I said.
Taste my land and see how lucky I am and
happier and more exotic and more special
than the rest. Because of so much corners in
the world this is my mystical island. A
continent where everything is a little worse but
a little better because we make so.
Give me back my land.
These are not the colours of my flag.
These are not my leaders and this is not my
future. And these - ah, those are far from being
my values. Give me back my land.
This is not my identity.
And these are not part of our people.
Thieves from our lands!
That took us the respect,
What was right,
And tolerance.
Almost everything is gone.
Just do not take us
What is left of hope.
Give me back my land.

 

 

 


Outros poemas-objeto

 

Somos uma série de seres, 2018 

Acrílico e curupixá
54cm x 40cm


Veja a vasta vista do vazio
Intervalos intensos instigam
Preces presas presenciam passos
Marés movimentam minutos macios
Sagrados segredos subtraem sorrisos
Calados cantamos carícias
Fora do foro formam-se falhas
Tateias tantas touradas terrosas
Esguiam-se enguias que enganam
Restos rosnam receosos
Nada nutre navios náufragos
Somos uma série de seres

 

 


Outros poemas-objeto

 

“Dociliza”, 2016

Da série: Outros poemas-objetos
 

aço oxidado sobre madeira
 

Inspirada pelos estudos dos limites entre a escrita e o desenho, através da Análise de cadernos de artistas como Louise Bourgeois e Antonin Artaud, a peça sintetiza a percepção da autora quanto aos poderes conformistas da linguagem escrita. Entende- se que é a partir da educação lingüística e do domínio da comunicação registrada, que o homem-social se sobrepõe sobre ao homem-selvagem. No âmbito da produção poética, a produção escrita suaviza as urgências humanas.



 


 


Outros poemas-objetos

Miragem, 2016

escrita sobre vidro

Quebrei todos os espelhos
Agora quem reflete
sou eu
sou eu
sou eu
sou eu
sou eu
sou eu


 

 



Aço inoxidável

Enviada em Novembro/2017
Prêmio Reynaldo Loes
Escola de Artes Visuais do Parque Late
Rio de Janeiro, Brasil



A instalação tem como objetivo reconhecer o Museu de Arte Contemporânea não apenas como unidade síntese entre cultura e sociedade, que se constrói e se espelha na própria criação artística, como também tangibilizar a questão da comunhão com a paisagem exterior e o desafio do pertencimento e da beleza acessível.
Apropriando-se da intencionalidade arquitetônica de uma função utópica e antecipadora de futuros, a instalação recorre a apropriação da vocação do espaço como um agente catalizador de interfaces, culminando no questionamento base dos limites entre objeto-artístico, ambiente-artístico e expectador-artista.

Antropoceno
Entornem-se os entornos
até que reflitamos
todos
Antropocêntrico espelho
d’ águas

 





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